Paisagismo, fiscalização de agrotóxicos e formação prática são destaque na série

A série ´Agronomia Sustentável´ volta a região Centro-Oeste onde destaca a importância da fazenda escola na formação dos novos agrônomos, a fiscalização do consumo e utilização de agrotóxicos e a relevância do paisagismo nos centros urbanos. O projeto é uma parceria do Canal Rural com o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

Na capital do Mato Grosso do Sul, Campo Grande, a equipe do Canal Rural visitou o Parque das Nações Indígenas, popularmente conhecido pelas práticas esportivas. Além das belezas naturais, é comum ver famílias de capivaras, moradoras ilustres do local. “Quando você tem o meio ambiente conservado, os animais se sentem bem, eles conseguem ter essa harmonia, de conciliar a fauna e a flora”, relata a engenheira agrônoma, Karina Garcia. Esse equilíbrio é resultado da conscientização da população aliado ao trabalho dos agrônomos na manutenção do parque.

O episódio aborda também o desafio dos especialistas na área de pesquisa e os experimentos para o melhoramento genético das plantas e frutos realizados em um dos laboratórios mais avançados do estado. “Você tem pesquisas muito bem desenvolvidas em áreas mais conhecidas, como a soja, milho e algodão, e culturas que estão extremamente domesticadas e já tem know-how de pesquisas nessas áreas. E, as áreas menos conhecidas da agronomia, nós precisamos desenvolver mais pesquisa para a gente ter um pouco mais de conhecimento”, afirma o professor universitário, Denilson Oliveira.

Um outro recorte da série mostra a fazenda escola que tem como objetivo proporcionar oportunidades de ensino, pesquisa e extensão aos estudantes da Universidade Católica Dom Bosco. E lá foi possível conhecer a guavira, fruta símbolo do Mato Grosso do Sul, consumida in natura, sucos, doces, conservas, além do uso medicinal. O projeto da universidade é aplicar avançar esse uso da guavira ou gabiroba a partir de estudos de melhoramento genético da espécie. Também será criado um protocolo para produção vegetativa de mudas com o objetivo de fomentar a cadeia produtiva.

O agrônomo ainda está na fiscalização de defensivos para garantir a qualidade e segurança do uso desses produtos. “Dentro do conceito da agronomia de manejo integrado de pragas, para usar vários tipos de controle ao mesmo tempo, para ter mais eficiência no controle de pragas, um dos tipos de medidas é a legislação”, informa o fiscal do Agência de Estadual de Defesa Sanitária do Mato Grosso do Sul, Carlos Eduardo Bittencourt Cardozo.

Goiânia

Segundo o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA-GO), há 8.031 engenheiros agrônomos registrados no estado. Goiás vai além da fruta símbolo da culinária regional. A capital, Goiânia, está em primeiro lugar no ranking de arborização medido pelo IBGE: 89,5% da cidade está conservada.

“O trabalho do agrônomo dentro da cidade, principalmente com paisagismo, meio ambiente e drenagem de solo, está complementando o trabalho de urbanização”, define o engenheiro agrônomo, Marcelo Fernandes.

Outra atividade do agrônomo além da porteira é análise de solo e recuperação de áreas degradadas. “A média de análise há 22 anos era de 22 mil por ano. Hoje, são mais 100 mil análises por ano. Os produtores viram a necessidade de conhecer melhor o solo, da aplicação dos insumos no aumento da produtividade”, define a agrônoma Cristiane Rodrigues.

A série ´Agronomia Sustentável´ mostra a conexão do rural como o urbano para destacar a presença e responsabilidade econômica e social de agronomia. O programa vai ao ar todo sábado às 9h, com reprise aos domingos, às 7h30.

Na próxima semana, o 7º episódio da série desembarca em Belo Horizonte (MG) e Vitória (ES), onde vai mostrar a atuação do engenheiro agrônomo no cooperativismo de leite, na consultoria na área de café e na movimentação de cargas de porto.

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